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Santa Catarina registra aumento expressivo de casos de bronquiolite, especialmente entre crianças menores de dois anos. A doença respiratória, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), tem elevado a procura por atendimentos nas unidades de saúde pública e privada em diversas regiões do estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os municípios do Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Norte catarinense concentram a maior parte dos casos. A situação tem mobilizado profissionais de saúde e acendido o alerta para os cuidados preventivos.

O QUE É A BRONQUIOLITE
A bronquiolite é uma infecção que atinge os bronquíolos, estruturas localizadas nos pulmões. O quadro começa, geralmente, com sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, tosse e febre baixa, podendo evoluir para dificuldade respiratória, chiado no peito e recusa alimentar.
A transmissão ocorre pelo contato com secreções contaminadas, seja por meio de espirros, tosse ou superfícies infectadas. Bebês com menos de seis meses e crianças com histórico de prematuridade ou doenças respiratórias crônicas estão entre os mais vulneráveis.
SINAIS DE ALERTA E QUANDO BUSCAR AJUDA
O pneumologista pediátrico Dr. Eduardo Linhares explica que os casos leves podem ser tratados em casa, com medidas de e. No entanto, alguns sinais indicam a necessidade de procurar atendimento médico com urgência.
“Se o bebê apresentar febre alta persistente, estiver muito abatido, com dificuldade para respirar ou mamar, e principalmente se tiver menos de seis meses, é fundamental procurar ajuda médica. Esses sinais indicam risco de agravamento”, afirma.
CUIDADOS EM CASA
Segundo o especialista, uma das medidas mais eficazes no tratamento em casa é a lavagem nasal com soro fisiológico. “Como os bebês não respiram bem pela boca, manter o nariz desobstruído facilita muito a respiração. A recomendação é usar soro fisiológico em volume adequado e optar por produtos indicados para a faixa etária”, orienta.
Outros cuidados importantes incluem:
- Manter a criança hidratada;
- Controlar a febre conforme orientação médica;
- Amamentar com frequência;
- Evitar exposição a ambientes fechados e aglomerações;
- Reforçar a higiene das mãos e objetos de uso infantil.

VACINAÇÃO E PREVENÇÃO
O Ministério da Saúde anunciou que, em breve, o imunizante contra o VSR estará disponível na rede pública. A medida visa reduzir hospitalizações e complicações entre os grupos mais vulneráveis, principalmente recém-nascidos e lactentes.

A Secretaria de Saúde reforça que os pais devem procurar os serviços de saúde ao primeiro sinal de desconforto respiratório. A automedicação é desaconselhada.